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Síndrome das Pernas Inquietas

Atualizado: 16 de fev. de 2023



Síndrome das Pernas Inquietas (SPI) é uma desordem motora sensorial comum, mas frequentemente não diagnosticada. Caracterizada por uma necessidade irresistível ao movimento nas pernas, braços, muitas vezes com sensações desagradáveis ou menos comumente, outras partes do corpo acompanhada de sensação de arrepio ou de formigamento e ocasionalmente, dor nos membros inferiores e superiores.

O que causa a síndrome das pernas inquietas?


A Síndrome das Pernas Inquietas pode ocorrer sem nenhuma causa aparente (etiologia idiopática). Por serem mais frequentes em determinadas famílias, como sugerem alguns estudos, uma de suas causas ser a influência genética.


A SPI também pode estar associada a:

  • grave distúrbio do início, da manutenção e da qualidade do sono

  • aumento de sintomas depressivos e ansiosos

  • prejuízos na qualidade de vida

  • alterações de humor

  • falta de energia

  • prejuízo das atividades diárias normais

  • saúde geral deficiente

Tenho síndrome das pernas inquietas?


A necessidade de movimentar as pernas, geralmente acompanhada ou decorrente de uma desconfortável e desagradável sensação nelas, são os principais sinais da SPI.


Os sintomas são mais presentes quando os pacientes estão inativos ou se reclinam e tem intensidade máxima na hora de dormir causando um profundo impacto negativo sobre o sono.

Síndrome das pernas inquietas tem cura?

Diagnóstico é feito quando os sintomas preenchem os critérios essenciais, sendo que, quando necessário, podem ser incluídos os critérios de suporte.

A necessidade de movimentar as pernas ou as sensações desagradáveis tem as seguintes características essenciais, segundo os Critérios diagnósticos essencialmente clínicos IRLSSG (2003):


  • Começam ou pioram durante períodos de repouso ou inatividade, como estar sentado ou deitado.

  • São mais acentuadas à noite do que durante o dia ou ocorrem somente à noite.

  • São parcial ou totalmente aliviadas pela movimentação (ex: caminhar, massagem, etc).


Critérios adicionais, mas não obrigatórios:

  • História familiar de SPI (cerca de 50%)

  • Presença de movimentos periódicos dos membros (MPM) durante o sono ou em vigília.

  • Resposta terapêutica à terapia dopaminérgica


Para aliviar os sintomas, os pacientes movimentam o membro afetado o estendendo, chutando ou caminhando.


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