Apneia do sono e ronco: o que você precisa saber

Atualizado: 12 de ago. de 2019

A cada 3 adultos, 1 tem apneia obstrutiva do sono, mas você sabe o que isso significa?


O que é apneia do sono?

A Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) é caracterizada por episódios recorrentes de obstrução parcial ou total das vias aéreas superiores (VAS) durante o sono, assim a pessoa começa a não respirar direito enquanto dorme, o nível de oxigênio cai, e nesse momento em que o coração deveria estar descansando, é exigido dele um esforço para que a pessoa volte a respirar normalmente.


É comum também que quem sofre de apneia do sono tenha micro despertares durante a noite. Mesmo que a pessoa não perceba que tenha acordado, pois geralmente volta a dormir logo em seguida, esses micro despertares causam um grande prejuízo ao cérebro, a qualidade do sono e por consequência na qualidade de vida.


O que causa a apneia do sono?


Mais frequentes em homens do que nas mulheres, estima-se uma prevalência de 32% na população brasileira.


A apneia do sono pode ser causada pela obesidade - o tamanho dos tecidos internos na área do pescoço e o excesso de tecido mole na garganta dificulta mantê-la aberta -, por anomalias nos ossos da face ou no obstrução nasal, histórico familiar e anormalidades endócrinas, como hipotireoidismo.


Os fatores associados são: hipertensão arterial sistêmica (HAS), hipertensão pulmonar, refluxo gastroesofágico, arritmias cardíacas relacionadas ao sono, angina noturna – dor no peito temporária ou uma sensação de pressão que ocorre quando o músculo cardíaco não está recebendo oxigênio suficiente – e outros problemas respiratórios.

E o ronco?


Como sabemos, o ronco é um ruído produzido involuntariamente durante o sono, pela vibração das vias aéreas superiores (VAS) em decorrência de uma dificuldade da passagem de ar. Por isso ele é um dos principais sintomas da apneia do sono.


O ronco também costuma ser mais comum nos homens do que nas mulheres. Isso porque os hormônios femininos formam um tipo de proteção natural da musculatura da garganta.


Mas atenção: nem todo mundo que ronca tem apneia do sono!


Como saber se tenho apneia do sono?


O diagnóstico de Apneia do sono se dá por meio da Polissonografia.

A polissonografia é o principal exame para o diagnóstico dos distúrbios do sono. Se trata de um estudo do sono de noite inteira realizado em laboratório e baseia-se no registro eletroencefalográfico (ondas cerebrais), eletrooculografia (medida do movimento dos olhos), eletromiográfico (registro do tônus muscular) e eletrocardiográfico (registro dos batimentos cardíacos), além de sensores para detecção de ronco, posição corporal, detecção de eventos respiratórios, movimento torácico e abdominal e eletrodos para avaliar movimentos anômalos das pernas e braços quando necessário.


Apneia do sono tem tratamento?


Controle do peso e o ajuste de uma boa rotina de sono são fundamentais para que a doença seja controlada. No entanto os principais tratamentos para Apneias Obstrutivas do Sono vão depender da severidade do seu caso.


A apneia é um problema médico grave, e pode colocar a vida da pessoa em perigo, não só pela sonolência que persiste durante o dia quando o sono não tem qualidade, mas também pela falta de oxigenação que ocorre repetidas vezes durante a noite.


Outras opções são:


1. Cirurgia nasal - quando houver obstrução nasal com indicação cirúrgica em adultos jovens e crianças, além da retirada das amígdalas e adenóides quando estas são volumosas e possíveis causadoras da SAOS.


2. A cirurgia das vias aéreas superiores - é um tratamento muito importante e resolutivo em crianças. Entretanto, a cirurgia radical das vias aéreas superiores não têm os mesmos benefícios no adulto, tendo resolução de nitiva da SAOS em menos de 30% dos casos.


3. Dispositivo intraoral com tração mandibular - é um bom tratamento para casos de apneia leve ou moderada e sem comorbidades, ou para casos de não adaptação ao CPAP. Deverá ser ajustado por um dentista especializado.


4. Exercícios fonoaudiológicos - apresentam melhora em casos mais leves a moderados.


5. CPAP - é o principal tratamento nos casos de SAOS moderados e graves, nos casos leves quando há associação de doenças cardiovasculares como hipertensão arterial sistêmica, infarto cardíaco ou derrame, ou ainda em pessoas muito sonolentas com alto risco de acidentes também são indicados.


Com o tratamento, o ronco tende a parar, a respiração melhora significativamente e a pessoa pode voltar a dormir com tranquilidade.


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